terça-feira, 4 de junho de 2013

Um Pouco de História da Matemática....


Biblioteca Real de Alexandria ou Antiga Biblioteca de Alexandria foi uma das maiores bibliotecas do mundo antigo. Ela floresceu sob o patrocínio da dinastia ptolemaica e existiu até à Idade Média, quando alegadamente foi totalmente destruída por um incêndio cujas causas são controversas.
Alexandria, às margens do Mediterrâneo, reinou quase absoluta como centro da cultura mundial no período do séc. III a.C. ao séc. IV d.C. Sua famosa Biblioteca continha praticamente todo o saber da Antiguidade, em cerca de 700 000 rolos de papiros e pergaminhos. Seu lema era “adquirir um exemplar de cada manuscrito existente na face da Terra”.
Acredita-se que a biblioteca foi fundada no início do século III a.C., concebida e aberta durante o reinado do faraó Ptolemeu I Sóter ou durante o de seu filho Ptolomeu II.Plutarco (46 d.C.–120) escreveu que, durante sua visita a Alexandria em 48 a.C.Júlio César queimou acidentalmente a biblioteca quando ele incendiou seus próprios navios para frustrar a tentativa de Achillas de limitar a sua capacidade de comunicação por via marítima. De acordo com Plutarco, o incêndio se espalhou para as docas e daí à biblioteca.
No entanto, esta versão dos acontecimentos não é confirmada na contemporaneidade. Atualmente, tem sido estabelecido que a biblioteca, ou pelo menos segmentos de sua coleção, foram destruídos em várias ocasiões, antes e após o século I a.C.
Destinada como uma comemoração, homenagem e cópia da biblioteca original, a Bibliotheca Alexandrina foi inaugurada em 2002 próximo ao local da antiga biblioteca.1

Os grandes nomes da Alexandria antiga 

Euclides: matemático do século IV a.C.. O pai da geometria e o pioneiro no estudo da óptica. Sua obra Os Elementos foi usada como padrão da geometria até ao século XIX.

Aristarco de Samos: astrônomo do século III a.C. O primeiro a presumir que os planetas giram em torno do Sol. Usou atrigonometria na tentativa de calcular a distância do Sol e da Lua, e o tamanho deles.

Arquimedes: matemático e inventor do século III a.C.. Realizou diversas descobertas e fez os primeiros esforços científicos para determinar o valor do pi (π).

Calímaco (c. 305–c. 240 a.C.): poeta e bibliotecário grego, compilou o primeiro catálogo da Biblioteca de Alexandria, um marco na história do controle bibliográfico, o que possibilitou a criação da relação oficial (cânon) da literatura grega clássica. Seu catálogo ocupava 120 rolos de papiro.

Eratóstenes: polímata (conhecedor de muitas ciências) e um dos primeiros bibliotecários de Alexandria, do terceiro século a.C.. Calculou a circunferência da Terra com razoável exatidão.

Galeno: médico do século II d.C. Seus 15 livros sobre a ciência da medicina tornaram-se padrão por mais de 12 séculos.

Hipátia: astrônoma, matemática e filósofa do século IV d.C. Uma das maiores matemáticas, diretora da Biblioteca de Alexandria; por ser pagã, foi assassinada durante um motim de cristãos.3

Herófilo: médico, considerado o fundador do método científico, o primeiro a sugerir que a inteligência e as emoções faziam parte do cérebro e não do coração.

Ptolomeu: astrônomo do século II d.C. Os escritos geográficos e astronômicos eram aceitos como padrão.


A nova biblioteca

A Nova Biblioteca de Alexandria, além do salão principal, é composta de mais quatro bibliotecas especializadas, laboratórios, um planetário, um museu de ciências e um decaligrafia e uma sala de congresso e de exposições. A instituição pretende ser um dos centros de conhecimento mais importantes do mundo assim como sua antecessora. Assim, foi dada prioridade à criação de uma biblioteca cibernética. No local estão ainda guardados dez mil livros raros, cem mil manuscritos, 300 mil títulos de publicações periódicas, 200 mil cassetes áudio e 50 mil vídeos4 .
No total podem trabalhar na Biblioteca de Alexandria cerca de 3500 investigadores, que têm ao dispor 200 salas de estudo. O projeto da biblioteca é da autoria de uma firma de arquitetos noruegueses, a Snohetta.
A construção demorou sete anos, mas a ideia nasceu em 1974. Concluída em 2002, custou 212 milhões de dólares, boa parte dos quais pagos pela UNESCO(Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura). Esse espaço abriga 4 milhões de livros, acervo bem inferior ao da Biblioteca do Congresso dos EUA (18 milhões) e da Biblioteca Nacional da França (12 milhões). No granito do frontispício da face sul, foram gravadas as letras de todos os alfabetos das civilizações antigas e modernas. Porém, mais do que o acervo e a suntuosidade, o soerguimento da nova Biblioteca enseja um extraordinário simbolismo histórico.

fonte: Wikpédia

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