INTRODUÇÃO GERAL PARA O PLANO DE AULA
Um plano de aula é um instrumento que sistematiza os conteúdos, conhecimentos e procedimentos a serem executados num determinado período de tempo (uma, duas ou mais aulas), visando sempre alcançar um determinado objetivo.
O plano de aula elaborado para o blog MATEMÁTICA SEM SEGREDOS resulta de um processo de formação proposto no curso Melhor Gestão - Melhor Ensino, direcionado aos professores do ensino fundamental da rede estadual do Estado de São Paulo.
A elaboração de nosso plano de aula consiste em orientar o procedimento em alguns tópicos no qual estão relacionados o tema de geometria - Ângulos e Polígonos, aplicado no 2º bimestre do 7º ano do ensino fundamental da disciplina de matemática.
Matemática sem segredos
Bem vindo ao Matemática sem segredos! Este blog faz parte de um programa de formação a distância de educadores do estado de São Paulo chamado Melhor Gestão, Melhor ensino (MGME). Aqui você encontrará conteúdos, atividades, listas de exercícios, histórias, jogos, aplicativos e curiosidades que possam contribuir para com o processo ensino-aprendizagem da matemática. Obrigada pela visita e aproveite!
sábado, 15 de junho de 2013
PLANO DE AULA - MATEMÁTICA
APLICAÇÃO - 7º ano do ensino fundamental – 2º Bimestre
1. Tema: Espaço e forma.
2. Conteúdo: Geometria – ângulos e polígonos.
3. Objetivo Geral: Desenvolver no aluno as competências leitora e escritora, e sobretudo habilidades relacionadas à percepção, concepção, representação e construção de ângulos e polígonos.
4. Objetivos específicos: Levar o aluno a :
- conceituar ângulos;
- compreender a ideia da medida de ângulos;
- usar instrumento geométrico para a construção de ângulos;
- saber calcular a soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo e estender o cálculo para polígonos de n lados;
- saber aplicar os conhecimentos sobre a soma das medidas dos ângulos de um triângulo em situações práticas;
- resolver situações-problema que utilizem propriedades dos polígonos (soma dos ângulos internos, números de diagonais, cálculo da medida de cada ângulo interno nos polígonos regulares).
5. Justificativa:
Os conteúdos escolhidos servem de suporte para a elaboração de concepções de espaço que sirvam de suporte para a compreensão do mundo físico que nos cerca. Desta forma espera-se que o aluno passe a explorar o mundo das formas, relacionando as formas planas com as formas espaciais, analisando e interpretando as formas construídas pelo homem e as criadas pela natureza.
6. Estratégias / Procedimentos Metodológicos:
- Sondagem- Iniciar a aula com a seguinte situação-problema: Localizar as figuras geométricas presentes no ambiente escolar. Através da sondagem espera-se obter informações a respeito do conhecimento prévio dos alunos sobre os conteúdos escolhidos;
-Apresentação dos vídeos sobre a história da geometria e geometria das abelhas disponível nos links:
- Aula expositiva sobre a história da geometria, definições de ângulos e polígonos, soma das medidas dos ângulos de um triangulo e dos demais polígonos, e exemplos da presença dessas figuras geométricas no nosso dia-a-dia;
- Atividade realizada na quadra da escola para que os alunos possam identificar ângulos, polígonos, calcular a área;
- Atividade em sala de aula: identificação de diferentes polígonos e ângulos presentes nas bandeiras dos países que participarão da copa do mundo de 2014 no Brasil;
- Atividade em sala de aula envolvendo a produção de um texto com o tema: “ A presença da geometria no meu dia-a-dia”.
7. Recursos materiais e tecnológicos:
- compasso e transferidor;
- lousa e giz;
- dobraduras, tangram, cabri;
- bandeiras dos países participantes da copa do mundo de 2014 (figura);
- livro didático;
- caderno do aluno;
- vídeos e programas de computação.
8. Duração:
12 aulas ( 2 semanas )
9. Avaliação:
- contínua;
- exploração de idéias fundamentais, com relatos orais;
- participação nas atividades propostas;
- atividades individuais e em grupos;
- trabalhos individuais e em grupos;
- produção de textos que ultrapassem os limites da escola.
10. Recuperação:
- retomar os conteúdos com atividades diferentes para o desenvolvimento
das competências leitora e escritora;
- acompanhamento individualizado;
- constituição de grupos de apoio;
- exercícios e atividades complementares para fixação e revisão dos conteúdos;
- contínua.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Festas Juninas e as bandeirinhas de Volpi
No Brasil a festa junina faz parte das
manifestações populares.
A mais festejada depois do carnaval. Inicia-se em 12 de Junho, véspera de Santo
Antônio e encerra no dia 29, dia de São Pedro. O ponto mais elevado da festa
ocorre nos dias 23 e 24, o dia de São João. Durante os festejos acontecem
quermesses, quadrilhas, forrós, bingos, fogueiras e rojões. Atualmente, todo o mês de junho é
caracterizado por danças, comidas e bebidas típicas, bandeirinhas coloridas, brincadeiras
além das peculiaridades de cada região.
AS BANDEIRINHAS DE ALFREDO VOLPI

Alfredo Volpi nasceu em Lucca, na Itália, em 14 de abril de 1896. Veio para o Brasil, no ano seguinte, com seus pais, que imigraram para São Paulo.
Desde pequeno gostava de misturar tintas e criar novas cores.
Foi artista plástico e é considerado um dos
principais artistas da Segunda Geração da Arte Moderna Brasileira.
Na década de 1950 evoluiu para o abstracionismo
geométrico (quadrados, triângulos, simetria).
Ganhou destaque com pinturas representando casarios, bandeirinhas
e mastros de festas juninas.
Sobre
as bandeirinhas,
Volpi dizia: ¨A gente se desliga e
então passa a existir o problema da linha, forma e cor (...). Minhas bandeirinhas
não são bandeirinhas; são só os problemas das bandeirinhas¨. Ele as
pintou até o fim da vida, em 1988.
14/4/1896, Lucca, Itália
28/5/1988, São Paulo (SP)
28/5/1988, São Paulo (SP)
Fonte: Sescsp e Wikipedia
sexta-feira, 7 de junho de 2013
A tartaruga, a lebre e...
Na fábula da tartaruga e da lebre a moral era
“devagar e sempre se chega lá¨.
Mas você já pensou quem é mais rápido no
reino animal?
Alguns animais poderão surpreendê-los!
Ordene
os animais de 1 a 10 (do mais rápido ao mais lento).
Desafie
seus amigos. Veja se eles conseguem colocar os animais na ordem certa.
Use
estas pistas para descobrir a velocidade de cada animal em quilômetros por
hora.
O guepardo é o animal mais rápido da Terra.
Consegue correr à velocidade de 112 quilômetros por hora.WELLS, Alison. Problemas, jogos & Enigmas. Editora Moderna.
Depois de resolver o desafio, se desejar, poderá conferir o gabarito acessando comentários.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Conto - O Problema dos 35 Camelos - O Homem que Calculava de Malba Tahan
O professor de matemática Júlio César de Melo e Sousa nasceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de maio de 1895, filho de João de Deus de Melo e Sousa e de Carolina Carlos de Melo e Sousa, em uma família de oito filhos, criados com dificuldade pelos pais.
O escritor árabe Ali Iezid Izz-Edim Ibn Salim Hank Malba Tahan – mais conhecido como Malba Tahan -, nasceu dez anos antes, em 1885, na Península Arábica, em uma aldeia conhecida como Muzalit, próxima do centro islâmico dos muçulmanos, a cidade de Meca. Ao longo de sua trajetória, ele foi convidado pelo emir Abd el-Azziz ben Ibrahim a ocupar o posto de queimaçã, ou seja, prefeito, de El-Medina, município da Arábia. Ele realizou seus estudos em Constantinopla e no Cairo. Com apenas 27 anos se tornou detentor de grande herança paterna e passou a viajar pelo Japão, Rússia e Índia. Malba faleceu em 1921, no auge de um combate pela independência de uma tribo da Arábia Central.
Mas o que há de comum entre Júlio César, o matemático brasileiro, e Malba Tahan, o escritor árabe? Embora pareça não haver nenhuma conexão, ambos são na verdade a mesma pessoa. Malba Tahan é o heterônimo ou o pseudônimo de que se vale o professor para criar suas histórias. Tamanha é a sua criatividade que ele mesmo inventou sua biografia fictícia, além dos inúmeros contos semelhantes aos enredos das Mil e Uma Noites. Aproveitando o contexto, ele também disseminou amplamente a Matemática através de suas obras. O escritor recebeu inclusive a concessão especial do então Presidente Getúlio Vargas para ter seu heterônimo impresso em sua carteira de identidade.
Júlio cresceu na pequena cidade paulista chamada Queluz, revelando precocemente sua natureza criativa e única. Suas histórias, já elaboradas durante a infância, eram povoadas de personagens com nomes estranhos, como Mardukbarian, Protocholóski ou Orônsio. Em 1905 ele voltou para sua terra natal com o objetivo de estudar; neste período ele frequentou o Colégio Militar e o Colégio Pedro II. Posteriormente, em 1913, ingressou na Faculdade de Engenharia Civil da Escola Politécnica.
Sua imaginação era ilimitada, o que se manifestava tanto em seus romances e contos, quanto na área da educação. Em seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, ele apresenta, por meio das proezas de um personagem persa que se devota aos cálculos matemáticos, uma infinidade de questões e desafios matemáticos, seguindo o estilo das narrativas de Mil e Uma Noites. Monteiro Lobato foi um dos grandes escritores que se apaixonaram por este livro, profetizando sua imortalidade na história da literatura.
Os contos de
Malba normalmente se passavam no Oriente, como seria de se esperar de seu
heterônimo. O matemático e escritor estava sempre à frente de seu tempo, sendo
muitas vezes incompreendido. Hoje sua atuação na educação começa a ser revista
e valorizada. Neste esforço de reconhecimento da sua obra, foi fundado o
Instituto Malba Tahan, em 2004, na cidade de Queluz, visando retomar seu
trabalho, desenvolvê-lo e conservar na memória sua herança cultural, mantendo-a
viva e ativa. Também em sua honra o dia 6 de maio, que marca seu nascimento, foi
estabelecido como o Dia da Matemática pela Assembléia Legislativa do Rio de
Janeiro.
Júlio César
morreu no dia 18 de junho de 1974, vítima de um ataque cardíaco no hotel em que
se encontrava hospedado, no Recife, depois de uma última palestra. Como arremate
final de sua imaginação, deixou prescritas várias orientações para a realização
de seu enterro – a mensagem em sua homenagem, o caixão de terceira classe,
flores enviadas por alguém desconhecido, oculto no anonimato, sem coroas, luto
ou discursos.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Lilavati, a Formosa
Estava bem próxima a
hora do casamento.
Os astrólogos tinham
previsto que um único momento da vida de Lilavati seria propício a uma união
feliz. Um instante particular de um certo dia, quando ela tivesse 12 anos.
Seu pai, o famoso
matemático hindu Bhaskara, o Sábio, (século XII) tinha arranjado tudo para que
o presságio se cumprisse.
E agora o momento estava
chegando.
Lilavati, pronta para a
cerimônia, olhava nervosa para um pequeno relógio que flutuava numa vasilha com
água. O relógio tinha um buraquinho no
fundo, por onde a água entrava. Quando afundasse, seria o instante propício ao
casamento.
Mas parece que a sorte
tinha abandonado a bela noiva. Quase no minuto fatal, sem ninguém perceber, uma
pérola de seu vestido caiu no relógio e tampou a entrada de água.
O relógio não afundou.
Quando o acidente foi descoberto, o instante exato já tinha passado. Lilavati
nunca mais se casou.
Para consolá-la, seu pai
prometeu escrever um livro com seu nome. ¨Ele perdurará até o fim dos tempos,
porque um bom nome é uma segunda vida e é a base da existência eterna.¨
Se é verdade ou mentira,
se é lenda ou história, ninguém sabe com certeza. Mas Bhaskara realmente
escreveu um livro, famoso até hoje, cujo título é uma única palavra: Lilavati,
que significa ¨Formosa¨.
GUELLI, Oscar. Contando a História da Matemática. Editora Ática
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