terça-feira, 4 de junho de 2013

Lilavati, a Formosa

Estava bem próxima a hora do casamento.
Os astrólogos tinham previsto que um único momento da vida de Lilavati seria propício a uma união feliz. Um instante particular de um certo dia, quando ela tivesse 12 anos.
Seu pai, o famoso matemático hindu Bhaskara, o Sábio, (século XII) tinha arranjado tudo para que o presságio se cumprisse.
E agora o momento estava chegando.
Lilavati, pronta para a cerimônia, olhava nervosa para um pequeno relógio que flutuava numa vasilha com água.  O relógio tinha um buraquinho no fundo, por onde a água entrava. Quando afundasse, seria o instante propício ao casamento.
Mas parece que a sorte tinha abandonado a bela noiva. Quase no minuto fatal, sem ninguém perceber, uma pérola de seu vestido caiu no relógio e tampou a entrada de água.          
O relógio não afundou. Quando o acidente foi descoberto, o instante exato já tinha passado. Lilavati nunca mais se casou.          
Para consolá-la, seu pai prometeu escrever um livro com seu nome. ¨Ele perdurará até o fim dos tempos, porque um bom nome é uma segunda vida e é a base da existência eterna.¨
Se é verdade ou mentira, se é lenda ou história, ninguém sabe com certeza. Mas Bhaskara realmente escreveu um livro, famoso até hoje, cujo título é uma única palavra: Lilavati, que significa ¨Formosa¨.


          GUELLI, Oscar. Contando a História da Matemática. Editora Ática

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