sábado, 15 de junho de 2013

INTRODUÇÃO GERAL PARA O PLANO DE AULA

Um plano de aula é um instrumento que sistematiza os conteúdos, conhecimentos e procedimentos a serem executados num determinado período de tempo (uma, duas ou mais aulas), visando sempre alcançar um determinado objetivo.

O plano de aula elaborado para o blog MATEMÁTICA SEM SEGREDOS resulta de um processo de formação proposto no curso Melhor Gestão - Melhor Ensino,  direcionado aos professores do ensino fundamental da rede estadual do Estado de São Paulo.

A elaboração de nosso plano de aula consiste em orientar o procedimento em alguns tópicos no qual estão relacionados o tema de geometria - Ângulos e Polígonos, aplicado  no 2º bimestre do 7º ano do ensino fundamental da disciplina de matemática.
              PLANO DE AULA   -  MATEMÁTICA

APLICAÇÃO -  7º ano do ensino fundamental – 2º Bimestre

1.    Tema:  Espaço e forma.


2.    Conteúdo: Geometria – ângulos e polígonos.


3.    Objetivo Geral: Desenvolver no aluno as competências leitora e escritora, e sobretudo habilidades relacionadas à percepção, concepção, representação e construção de ângulos e polígonos.


4.    Objetivos específicos: Levar o aluno a :
- conceituar ângulos;
- compreender a ideia da medida de ângulos;
- usar instrumento geométrico para a construção de ângulos;
- saber calcular a soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo e estender o cálculo para polígonos de n lados;
- saber aplicar os conhecimentos sobre a soma das medidas dos ângulos de um triângulo em situações práticas;
- resolver situações-problema que utilizem propriedades dos polígonos (soma dos ângulos internos, números de diagonais, cálculo da medida de cada ângulo interno nos polígonos regulares).

5.    Justificativa:

Os conteúdos escolhidos servem de suporte para a elaboração de concepções de espaço que sirvam de suporte para a compreensão do mundo físico que nos cerca. Desta forma espera-se que o aluno passe a explorar o mundo das formas, relacionando as formas planas com as formas espaciais, analisando e interpretando as formas construídas pelo homem e as criadas pela natureza. 


6.    Estratégias / Procedimentos Metodológicos:
- Sondagem- Iniciar a aula com a seguinte situação-problema: Localizar as figuras geométricas presentes no ambiente escolar.  Através da sondagem espera-se obter informações a respeito do conhecimento prévio dos alunos sobre os conteúdos escolhidos;
 -Apresentação dos vídeos sobre a história da geometria e geometria das abelhas disponível nos links:

- Aula expositiva sobre a história da geometria, definições de ângulos e polígonos, soma das medidas dos ângulos de um triangulo e dos demais polígonos, e exemplos da presença dessas figuras geométricas no nosso dia-a-dia;

- Atividade realizada na quadra da escola para que os alunos possam identificar ângulos, polígonos, calcular a área;

- Atividade em sala de aula: identificação de diferentes polígonos e ângulos  presentes nas bandeiras dos países que participarão da copa do mundo de 2014 no Brasil;

- Atividade em sala de aula envolvendo a produção de um texto com o tema: “ A presença da geometria no meu dia-a-dia”.


7.    Recursos materiais e tecnológicos:
- compasso e transferidor;
- lousa e giz;
- dobraduras, tangram, cabri;
- bandeiras dos países participantes da copa do mundo de 2014 (figura);
- livro didático;
- caderno do aluno;
- vídeos e programas de computação.

8.    Duração:

12 aulas  ( 2 semanas )


9.     Avaliação:
- contínua;
- exploração de idéias fundamentais, com relatos orais;
- participação nas atividades propostas;
- atividades individuais e em grupos;
- trabalhos individuais e em grupos;
- produção de textos que ultrapassem os limites da escola.

10.         Recuperação:

- retomar os conteúdos com atividades diferentes para o desenvolvimento
das competências leitora e escritora;

- acompanhamento individualizado;

- constituição de grupos de apoio;

- exercícios e atividades complementares para fixação e revisão dos conteúdos;

- contínua.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Festas Juninas e as bandeirinhas de Volpi

  No Brasil a festa junina faz parte das manifestações populares. A mais festejada depois do carnaval. Inicia-se em 12 de Junho, véspera de Santo Antônio e encerra no dia 29, dia de São Pedro. O ponto mais elevado da festa ocorre nos dias 23 e 24, o dia de São João. Durante os festejos acontecem quermesses, quadrilhas, forrós, bingos, fogueiras e rojões.  Atualmente, todo o mês de junho é caracterizado por danças, comidas e bebidas típicas, bandeirinhas coloridas, brincadeiras além das peculiaridades de cada região.



 AS BANDEIRINHAS DE ALFREDO VOLPI


 Alfredo Volpi nasceu em Lucca, na Itália, em 14 de abril de 1896. Veio para o Brasil, no ano seguinte, com seus pais, que imigraram para São Paulo.


Desde pequeno gostava de misturar tintas e criar novas cores.



Foi artista plástico e é considerado um dos principais artistas da Segunda Geração da Arte Moderna Brasileira.
Na década de 1950 evoluiu para o abstracionismo geométrico (quadrados, triângulos,  simetria).  Ganhou destaque com pinturas representando casarios, bandeirinhas e mastros de festas juninas.

Sobre as bandeirinhas, Volpi dizia: ¨A gente se desliga e então passa a existir o problema da linha, forma e cor (...). Minhas bandeirinhas não são bandeirinhas; são só os problemas das bandeirinhas¨. Ele as pintou até o fim da vida, em 1988.



14/4/1896, Lucca, Itália
28/5/1988, São Paulo (SP)

Fonte: Sescsp e Wikipedia

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A tartaruga, a lebre e...

Na fábula da tartaruga e da lebre a moral era “devagar e sempre se chega lá¨.
Mas você já pensou quem é mais rápido no reino animal?
Alguns animais poderão surpreendê-los!
Ordene os animais de 1 a 10 (do mais rápido ao mais lento).
Desafie seus amigos. Veja se eles conseguem colocar os animais na ordem certa.

Use estas pistas para descobrir a velocidade de cada animal em quilômetros por hora. 

Uma tartaruga gigante é 16 quilômetros por hora mais lenta do que um porco.






Um coelho é 56 quilômetros por hora mais lento do que um guepardo.





Um porco é 3 quilômetros por hora mais rápido do que uma galinha.





O guepardo é o animal mais rápido da Terra. Consegue correr à velocidade de 112 quilômetros por hora.



 Um leão pode correr 24 quilômetros por hora mais rápido do que um coelho.




Um gato é 32 quilômetros por hora mais lento do que um leão.




Uma galinha é 34 quilômetros por hora mais lenta do que um gato.








Um coiote corre 11 quilômetros por hora mais lentamente do que um leão.




Uma girafa é 18 quilômetros por hora mais lenta do que um coiote.










Uma pessoa corre entre 12 e 13 quilômetros por hora mais devagar do que um coelho.








WELLS, Alison. Problemas, jogos & Enigmas. Editora Moderna.

Depois de resolver o desafio, se desejar, poderá conferir o gabarito acessando comentários.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Conto - O Problema dos 35 Camelos - O Homem que Calculava de Malba Tahan
O professor de matemática Júlio César de Melo e Sousa nasceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de maio de 1895, filho de João de Deus de Melo e Sousa e de Carolina Carlos de Melo e Sousa, em uma família de oito filhos, criados com dificuldade pelos pais.
O escritor árabe Ali Iezid Izz-Edim Ibn Salim Hank Malba Tahan – mais conhecido como Malba Tahan -, nasceu dez anos antes, em 1885, na Península Arábica, em uma aldeia conhecida como Muzalit, próxima do centro islâmico dos muçulmanos, a cidade de Meca. Ao longo de sua trajetória, ele foi convidado pelo emir Abd el-Azziz ben Ibrahim a ocupar o posto de queimaçã, ou seja, prefeito, de El-Medina, município da Arábia. Ele realizou seus estudos em Constantinopla e no Cairo. Com apenas 27 anos se tornou detentor de grande herança paterna e passou a viajar pelo Japão, Rússia e Índia. Malba faleceu em 1921, no auge de um combate pela independência de uma tribo da Arábia Central.
Mas o que há de comum entre Júlio César, o matemático brasileiro, e Malba Tahan, o escritor árabe? Embora pareça não haver nenhuma conexão, ambos são na verdade a mesma pessoa. Malba Tahan é o heterônimo ou o pseudônimo de que se vale o professor para criar suas histórias. Tamanha é a sua criatividade que ele mesmo inventou sua biografia fictícia, além dos inúmeros contos semelhantes aos enredos das Mil e Uma Noites. Aproveitando o contexto, ele também disseminou amplamente a Matemática através de suas obras. O escritor recebeu inclusive a concessão especial do então Presidente Getúlio Vargas para ter seu heterônimo impresso em sua carteira de identidade.
Júlio cresceu na pequena cidade paulista chamada Queluz, revelando precocemente sua natureza criativa e única. Suas histórias, já elaboradas durante a infância, eram povoadas de personagens com nomes estranhos, como Mardukbarian, Protocholóski ou Orônsio. Em 1905 ele voltou para sua terra natal com o objetivo de estudar; neste período ele frequentou o Colégio Militar e o Colégio Pedro II. Posteriormente, em 1913, ingressou na Faculdade de Engenharia Civil da Escola Politécnica.
Sua imaginação era ilimitada, o que se manifestava tanto em seus romances e contos, quanto na área da educação. Em seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, ele apresenta, por meio das proezas de um personagem persa que se devota aos cálculos matemáticos, uma infinidade de questões e desafios matemáticos, seguindo o estilo das narrativas de Mil e Uma Noites. Monteiro Lobato foi um dos grandes escritores que se apaixonaram por este livro, profetizando sua imortalidade na história da literatura.
Os contos de Malba normalmente se passavam no Oriente, como seria de se esperar de seu heterônimo. O matemático e escritor estava sempre à frente de seu tempo, sendo muitas vezes incompreendido. Hoje sua atuação na educação começa a ser revista e valorizada. Neste esforço de reconhecimento da sua obra, foi fundado o Instituto Malba Tahan, em 2004, na cidade de Queluz, visando retomar seu trabalho, desenvolvê-lo e conservar na memória sua herança cultural, mantendo-a viva e ativa. Também em sua honra o dia 6 de maio, que marca seu nascimento, foi estabelecido como o Dia da Matemática pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
 Mais tarde, como professor, transformava a sala de aula em um palco, no qual atuava de forma brilhante, conquistando a atenção e a admiração de seus alunos com uma metodologia criada por ele mesmo e voltada para o aprendizado concretizado através do entretenimento, distante das aulas tediosas e intencionalmente complexas de grande parte dos professores desta disciplina, didática vivamente criticada por Júlio César.
Júlio César morreu no dia 18 de junho de 1974, vítima de um ataque cardíaco no hotel em que se encontrava hospedado, no Recife, depois de uma última palestra. Como arremate final de sua imaginação, deixou prescritas várias orientações para a realização de seu enterro – a mensagem em sua homenagem, o caixão de terceira classe, flores enviadas por alguém desconhecido, oculto no anonimato, sem coroas, luto ou discursos.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Aula de Matemática e Música

A Matemática também pode ser divertida!


Lilavati, a Formosa

Estava bem próxima a hora do casamento.
Os astrólogos tinham previsto que um único momento da vida de Lilavati seria propício a uma união feliz. Um instante particular de um certo dia, quando ela tivesse 12 anos.
Seu pai, o famoso matemático hindu Bhaskara, o Sábio, (século XII) tinha arranjado tudo para que o presságio se cumprisse.
E agora o momento estava chegando.
Lilavati, pronta para a cerimônia, olhava nervosa para um pequeno relógio que flutuava numa vasilha com água.  O relógio tinha um buraquinho no fundo, por onde a água entrava. Quando afundasse, seria o instante propício ao casamento.
Mas parece que a sorte tinha abandonado a bela noiva. Quase no minuto fatal, sem ninguém perceber, uma pérola de seu vestido caiu no relógio e tampou a entrada de água.          
O relógio não afundou. Quando o acidente foi descoberto, o instante exato já tinha passado. Lilavati nunca mais se casou.          
Para consolá-la, seu pai prometeu escrever um livro com seu nome. ¨Ele perdurará até o fim dos tempos, porque um bom nome é uma segunda vida e é a base da existência eterna.¨
Se é verdade ou mentira, se é lenda ou história, ninguém sabe com certeza. Mas Bhaskara realmente escreveu um livro, famoso até hoje, cujo título é uma única palavra: Lilavati, que significa ¨Formosa¨.


          GUELLI, Oscar. Contando a História da Matemática. Editora Ática

Como estudar Matemática?

Veremos abaixo algumas dicas úteis para todos os alunos que desejam estudar Matemática, sendo que este roteiro serve também para as outras áreas do conhecimento.

Dicas Gerais:

1- Faça você mesmo os exercícios, nunca peça a outra pessoa para fazê-los, apenas peça explicações.

2- Leia os enunciados mais de uma vez para compreender o que é pedido. Nem sempre compreendemos tudo na primeira leitura. Se for possível, destaque os dados mais importantes.

3- Quando surgir alguma dúvida durante a resolução de exercícios, volte ao enunciado. 

4-  Ao resolver problemas, leia observando o que deve ser feito para solucioná-los, anotando os dados.

5- Confira sempre as anotações.

6- Procure relacionar as matérias com situações do dia-a-dia.

7- Confira se está tudo de acordo com o enunciado e se há questões sem fazer.


Como estudar Matemática durante as aulas:

1- Participe das aulas, perguntando quando tiver alguma dúvida sobre a matéria ou sobre as resoluções dos exercícios.

2- Dê bastante atenção as explicações e correções, mesmo quando achar a matéria fácil.

3- Participe falando sua forma de resolução, sempre que ela for diferente da apresentada por outros colegas.

4- Corrija todo o dever com muita atenção, não deixe de marcar certo ou errado e faça sempre a correção necessária. Nunca copie do quadro exercícios prontos, sem tê-los entendido primeiro.


Como estudar Matemática em casa:

1- Faça os deveres com atenção e sempre que tiver dúvida, consulte a matéria.

2- Estude refazendo os exercícios dados em aula.

3- Se errar procure descobrir seu erro e repita o exercício até acertá-lo com segurança.

4-  Exercite e aprimore as operações fundamentais, sempre conferindo o resultado.

5- Reveja diariamente toda a matéria dada, principalmente os exercícios que você teve maior dificuldade.

Sugestões de leitura

CONTANDO A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA 
GUELLI, Oscar.Editora Ática

A Coleção que leva o aluno a uma agradável viagem ao passado da matemática.

1   A invenção dos números
2   Equação : O idioma da álgebra
3   História da equação do 2º grau
4   História de potências e raízes
5   Jogando com a matemática
6   Dando corda na trigonometria
7   Números com sinais : Uma grande invenção!


Tenha em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Receba essa herança, honre-a, acrescente a ela e, um dia, fielmente, deposite-a nas mãos de seus filhos.
Albert Einstein (brilhante físico e matemático do século XX
Curiosidades Matemáticas







Um Pouco de História da Matemática....


Biblioteca Real de Alexandria ou Antiga Biblioteca de Alexandria foi uma das maiores bibliotecas do mundo antigo. Ela floresceu sob o patrocínio da dinastia ptolemaica e existiu até à Idade Média, quando alegadamente foi totalmente destruída por um incêndio cujas causas são controversas.
Alexandria, às margens do Mediterrâneo, reinou quase absoluta como centro da cultura mundial no período do séc. III a.C. ao séc. IV d.C. Sua famosa Biblioteca continha praticamente todo o saber da Antiguidade, em cerca de 700 000 rolos de papiros e pergaminhos. Seu lema era “adquirir um exemplar de cada manuscrito existente na face da Terra”.
Acredita-se que a biblioteca foi fundada no início do século III a.C., concebida e aberta durante o reinado do faraó Ptolemeu I Sóter ou durante o de seu filho Ptolomeu II.Plutarco (46 d.C.–120) escreveu que, durante sua visita a Alexandria em 48 a.C.Júlio César queimou acidentalmente a biblioteca quando ele incendiou seus próprios navios para frustrar a tentativa de Achillas de limitar a sua capacidade de comunicação por via marítima. De acordo com Plutarco, o incêndio se espalhou para as docas e daí à biblioteca.
No entanto, esta versão dos acontecimentos não é confirmada na contemporaneidade. Atualmente, tem sido estabelecido que a biblioteca, ou pelo menos segmentos de sua coleção, foram destruídos em várias ocasiões, antes e após o século I a.C.
Destinada como uma comemoração, homenagem e cópia da biblioteca original, a Bibliotheca Alexandrina foi inaugurada em 2002 próximo ao local da antiga biblioteca.1

Os grandes nomes da Alexandria antiga 

Euclides: matemático do século IV a.C.. O pai da geometria e o pioneiro no estudo da óptica. Sua obra Os Elementos foi usada como padrão da geometria até ao século XIX.

Aristarco de Samos: astrônomo do século III a.C. O primeiro a presumir que os planetas giram em torno do Sol. Usou atrigonometria na tentativa de calcular a distância do Sol e da Lua, e o tamanho deles.

Arquimedes: matemático e inventor do século III a.C.. Realizou diversas descobertas e fez os primeiros esforços científicos para determinar o valor do pi (π).

Calímaco (c. 305–c. 240 a.C.): poeta e bibliotecário grego, compilou o primeiro catálogo da Biblioteca de Alexandria, um marco na história do controle bibliográfico, o que possibilitou a criação da relação oficial (cânon) da literatura grega clássica. Seu catálogo ocupava 120 rolos de papiro.

Eratóstenes: polímata (conhecedor de muitas ciências) e um dos primeiros bibliotecários de Alexandria, do terceiro século a.C.. Calculou a circunferência da Terra com razoável exatidão.

Galeno: médico do século II d.C. Seus 15 livros sobre a ciência da medicina tornaram-se padrão por mais de 12 séculos.

Hipátia: astrônoma, matemática e filósofa do século IV d.C. Uma das maiores matemáticas, diretora da Biblioteca de Alexandria; por ser pagã, foi assassinada durante um motim de cristãos.3

Herófilo: médico, considerado o fundador do método científico, o primeiro a sugerir que a inteligência e as emoções faziam parte do cérebro e não do coração.

Ptolomeu: astrônomo do século II d.C. Os escritos geográficos e astronômicos eram aceitos como padrão.


A nova biblioteca

A Nova Biblioteca de Alexandria, além do salão principal, é composta de mais quatro bibliotecas especializadas, laboratórios, um planetário, um museu de ciências e um decaligrafia e uma sala de congresso e de exposições. A instituição pretende ser um dos centros de conhecimento mais importantes do mundo assim como sua antecessora. Assim, foi dada prioridade à criação de uma biblioteca cibernética. No local estão ainda guardados dez mil livros raros, cem mil manuscritos, 300 mil títulos de publicações periódicas, 200 mil cassetes áudio e 50 mil vídeos4 .
No total podem trabalhar na Biblioteca de Alexandria cerca de 3500 investigadores, que têm ao dispor 200 salas de estudo. O projeto da biblioteca é da autoria de uma firma de arquitetos noruegueses, a Snohetta.
A construção demorou sete anos, mas a ideia nasceu em 1974. Concluída em 2002, custou 212 milhões de dólares, boa parte dos quais pagos pela UNESCO(Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura). Esse espaço abriga 4 milhões de livros, acervo bem inferior ao da Biblioteca do Congresso dos EUA (18 milhões) e da Biblioteca Nacional da França (12 milhões). No granito do frontispício da face sul, foram gravadas as letras de todos os alfabetos das civilizações antigas e modernas. Porém, mais do que o acervo e a suntuosidade, o soerguimento da nova Biblioteca enseja um extraordinário simbolismo histórico.

fonte: Wikpédia



Dos comentários que  li, gostei muito  da fala do professor de didática matemática da USP Nilson José Machado, quando diz que "A oralidade esvanece a escrita permanece. É preciso ler e compreender o mundo, mas na escola da vida, temos que assinar o livro de presença". Na época de nossos pais e quando éramos crianças, o que importava era ler e escrever e aprender a fazer cálculos. Hoje não, temos que ensinar aos nossos alunos o gosto pela leitura, neste mundo tão prático que onde basta apertar botões para termos tudo ao nosso alcance. Neste mundo imediatista, não podemos deixar a essência da leitura...o viajar quando lemos um livro...as paisagens que imaginamos...as cenas...os personagens maravilhosos se perderem.Nada melhor que num dia chuvoso, abrirmos um bom livro com uma caneca de chocolate quente para acompanhar...
Maria Aparecida J. Sarilho

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Depoimentos de leitura e escrita

Nosso Bolg do curso Melhor Gestão - Melhor Ensino relata uma coleção de depoimentos produzidos pelos integrantes do grupo de autores do blog e publicados no fórum de leitura e escrita do curso.


MARIANA BIZZARI

Olá pessoal. A minha primeira experiência com leitura foi na pré escola, hoje chamado de 1o ano. Naquela época, a professora sugeriu a leitura de um livro infantil chamado "Notícias da rua dos dentes de leite" da autora Anna Russelmann. Este foi o primeiro livro que ganhei dos meus pais. Era um livro bem curtinho e cheio dos ilustrações, que falava sobre a luta permanente dos dentes de leite contra as cáries e a importância da escovação. Apesar da simplicidade da leitura, foi este livro que me trouxe o gosto pela mesma. Depois dessa experiência não parei mais de ler.
Outro livro que me marcou bastante foi o Livro "O estudante" de Adelaide Carraro. Esta história que narra a vida de um adolescente que se envolve com drogas, é dividida em 3 volumes. Li os três volumes no ensino fundamental II e gostei bastante da leitura. Inclusive recomendo sempre essa leitura para meus alunos pois retrata a realidade, problemas, desafios e vícios que acompanham os adolescentes.
Depois dessas experiências, vieram os livros de literatura do ensino médio. Confesso que não consegui ler todos os livros indicados pela professora, mas consegui ler alguns, como Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, Memórias de um sargente de milícias de Manuel Antônio de Almeida, O cortiço de Aluisio de Azevedo, dentre outros.
Já na faculdade, a leitura tornou-se mais específica e técnica.
Atualmente, além dos livros citados no módulo 1, como os livros de Malba Tahan e os livros de Química (minha formação), tenho me dedicado a leitura de romances (adoro um bom romance), como os livros de Nicholas Sparks.
Quanto a escrita, lembro-me de uma experiência realizada no ensino fundamental. A escola naquela época, estava realizando um concurso de redações com o tema " Um mundo melhor". O aluno ganhador teria o privilégio de ver sua redação no jornal da escola e ainda ganharia um kit escolar. Para minha surpresa, minha redação foi premiada. Deste dia em diante peguei o gosto pela escrita e desde então nunca mais parei de escrever.
Enfim, desde pequena a leitura e a escrita sempre estiveram presentes no meu dia-a-dia. Adoro ler livros, revistas e jornais. Acredito que a leitura nos fornece subsídios para compreender o mundo em que vivemos, nos comunicarmos melhor, desenvolver nossa criatividade e ainda ter uma visão crítica do todo. A escrita registra e eterniza as nossas idéias.
Para encerrar segue uma frase que gosto bastante:
"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história."
Bill Gates  



MARIA APARECIDA JORGE SARILLHO

 
Bom minha experiência escolar com leitura, foi ao longo do ginásio e colégio, como eram chamados na minha época!! Todo mês, tínhamos que ler um livro, onde fazíamos a prova de literatura, dos clássicos como Dom Casmurro de Machado de Assis, Memórias de um Sargento de Milícias de Manuel Antonio de Almeida, Capitães de Areia de Jorge Amado, O Xangô de Baker Street do Jô Soares, que adorei e Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, lí quando já estava na faculdade, sempre gostei de livros de ficção. Mas me lembro do falecimento de meu pai, onde fiquei muito abalada e tentei até deixar a faculdade, porque não tinha vontade mais de estudar, foi um livro chamado Nosso Lar, pissicografado por Chico Xavier, onde encontrei forças pra recomeçar, depois de uma perda tão grande. Ler nos transporta até para outros mundos e nos faz ver que viver vale muito a pena!!


 

 MARIA APARECIDA PELLIZON

 A minha experiência com a leitura começou quando eu era muito nova. Logo na infância, conheci as letras antes mesmo de ser efetivamente alfabetizada, através do contato com meus irmãos mais velhos e meus pais. Ao entrar no Grupo Escolar, onde atualmente se encontra uma Escola Estadual (EF I), a alfabetização foi feita, a princípio, pela associação de imagens, conteúdo não verbal, a vogais e formação de sílabas. Desse modo, a utilização da cartilha Caminho Suave abriu meu caminho para os primeiros passos com a criação de palavras e interpretação de texto. "Jeca Tatu", de Monteiro Lobato, "Saci Pererê", os contos folclóricos e lendas populares firmaram minhas primeiras lembranças em relação à cultura brasileira.
Já na fase do Ginásio, agora chamado Ensino Fundamental II, temáticas mais juvenis foram introduzidas ao meu cotidiano, como por exemplo, o livro "Meu pé de laranja lima", escrito por José Mauro de Vasconcellos. Além disso, o clássico atemporal "O pequeno príncipe", do francês Antoine de Saint-Exupéry, ampliou minha visão de mundo de uma maneira que, até hoje, fico profundamente emocionada com essa história. A frase "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" me traz uma nova percepção emocional da realidade a cada época diferente de minha vida.
Como já fora dito aqui por meus colegas, no Colegial – Ensino Médio – tomei conhecimento com obras fantásticas dos maiores autores brasileiros. Aluísio Azevedo, Machado de Assis, e os modernistas Jorge Amado e Graciliano Ramos, participaram ativamente para a edificação do meu repertório literário. Algumas obras poéticas como "Morte e vida Severina", de João Cabral de Melo Neto, "E agora, José?" de Carlos Drummond de Andrade, e as do português Fernando Pessoa e seus heterônimos também auxiliaram no meu saber em âmbito geral.
Na Universidade em que cursei a graduação de Matemática, as diretrizes das minhas leituras foram se sustentando de modo diferente. Os filósofos e os cientistas se tornaram mais influentes nos meus estudos. Nesse cenário, a pedagogia de Jean Piaget e a psicologia aplicada à educação de Freud foram essenciais para a minha didática profissional. As teorias da Física foram tão importantes quanto as próprias equações matemáticas, as quais o destaque vai para Albert Einstein e a sua "Teoria da Relatividade", Newton, Gauss e Descartes.
Atualmente, após a minha participação nos cursos à distância (EAD) "Grandes Temas da Atualidade" oferecidos pela SEESP, o meu interesse também se virou para outro tipo de leitura. Os problemas contemporâneos amplamente estudados como os terremotos, as doenças contagiosas, a fome e miséria no continente africano e ao redor do mundo, dentre muitos outros, trouxeram-me novas fronteiras de aprendizado. O trabalho junto com os meus alunos pelo uso de infográficos, estatísticas, médias, porcentagem e logaritmos, também se mostraram eficientes não só para o meu conhecimento, mas também para quem eu passo tais informações.
Apesar do meu foco de leitura ter mudado durante a minha vida, nunca perdi a prática de ler. Hoje, a correria do dia a dia vem se impondo, de certa forma, e a ditadura do tempo acaba deixando pouco espaço para retomar meu antigo hábito com os clássicos da literatura. Porém, mesmo com esse empecilho, acho que essa dinâmica auxiliou bastante na diversidade de conteúdo que apanho diariamente. Assim, leio desde bulas de remédio – como Danuza Leão – a revistas como "Galileu" e "Superinteressante". Passando também pelos artigos com temática médica e notícias diárias de portais eletrônicos, os quais me deixam informada sobre os principais assuntos do Brasil e do mundo.
 
 


MARIA GRACIA RUSSO ROMANO


 
Sempre gostei de ler, mas como já escrevi no fórum, meus pais não compravam livros e por isso lia o que aparecia: romances, religião, ficção , mistério; só não gosto de ler terror. Quando maior percebi que ler me dava novos conhecimentos de outros mundos, de imaginar como são alguns lugares, culturas, situações dos personagens, de sonhar, de se envolver com as histórias, enfim nos transporta para outros lugares. Tem uma frase que gosto de James Russel Lonnel:
"Livros são como abelha que levam o pólem das ideias de uma inteligência a outra''
 

 
MARCELINO JOSÉ MARIN

 Perto de onde eu morava, em 1969, foi construída uma escola municipal em São Paulo, e como não posuía alunos suficientes para o preenchimento de vagas, aceitaram a minha matrícula com 6 anos de idade, onde aprendi a ler e escrever.
Nos quatro anos que fiquei nessa escola, desde o início, a matéria que mais me interessava era matemática e entorno dos 10 anos eu falei que ia ser engenheiro.
Alguns anos depois, com 19 anos, me formei em licenciatura curta com habilitação em matemática, e posteriormente, quando já era professor da rede estadual conclui o curso em matemática plena.
Com relação a engenharia, não desisti, e em 1985 conclui o curso de engenharia elétrica, onde trabalhei por 20 anos como perito judicial.